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Lira venceu. Viva Erundina!

Deoutados Arthur Lira (PP/BA) com Rodrigo Maia (DEM/RJ) no plenário da Câmara dos Deputados durante o processo de votação do Coaf. Brasilia, 22-05-2019. Foto: Sérgio Lima/PODER 360

A eleição para a presidência da Câmara confirmou o que já havíamos adiantado: apostar na conciliação com setores burgueses em nome do funcionamento da democracia representativa liberal burguesa, é um equívoco. A vitória de Arthur Lira representa o fortalecimento do toma lá dá cá, do centrão e do governo. Com nomes na Câmara e no Senado alinhados à sua política, Bolsonaro espera acelerar a agenda de reformas que interessam ao grande capital.

Não é possível derrotar a extrema direita e seu projeto de destruição do país apostando na direita tradicional e seus representantes. Baleia Rossi teve 145 votos e terminou sendo sustentado pela oposição, principalmente pelos partidos de centro como PDT, REDE e PSB e de centro-esquerda como o PT e o  PC do B. Esses partidos tinham a chance, através da candidatura de Erundina, apontar um caminho para o Brasil que tivesse como norte a defesa da soberania nacional, do combate ao desmonte do Estado, da defesa de um plano de vacinação público, amplo e  efetivo e um programa de renda mínima que taxasse as grandes fortunas. Em seu lugar, preferiram esquecer quem articulou e conduziu o golpe, a reforma trabalhista e previdenciária e elevá-los ao posto de aliados.

Coube a história confirmar o que era previsível. Venceu o fisiologismo, a bancada da bala, os ruralistas, os banqueiros e os evangélicos conservadores, todos de mãos dadas com Bolsonaro. Agora, com Lira (PP AL)  e Pacheco (DEM – MG), o governo ganha tempo para amenizar a pressão em torno do impeachment, mas terá que conviver com a desconfiança de uma maioria instável e flexível, leal apenas aos seus interesses particulares.

Apesar da derrota no plenário, o PSOL saiu, mesmo com o desgaste interno e falta de espaços coletivos que reforcem a democracia partidária, melhor do entrou. Erundina cumpriu um brilhante papel ao assumir a tarefa de ser a verdadeira candidatura de oposição ao governo, com autonomia e compromisso com os trabalhadores e o povo. Em seu discurso, colocou o dedo na ferida e enfrentou as grandes questões de nosso tempo. Não silenciou ao arbítrio, a venda das nossas riquezas e o projeto de morte em curso.

Diante da derrota e do fortalecimento do governo e seus aliados, cabe aos partidos de esquerda aprofundar a relação com os movimentos sociais, propor ao país um debate sobre seus rumos, a partir de uma plataforma de transformações profundas capazes de enfrentar nossos grandes problemas históricos. Para isso, é fundamental reforçar os atos de rua e as agendas propostas pelos segmentos que já tomaram a dianteira e tem agido para impulsionar as lutas populares.

Derrotar Bolsonaro/Mourão não será obra apenas de nossa vontade, é preciso construir as condições de sua derrota, que só será possível com o ascenso da luta popular por mais direitos. Para isso, é preciso derrotar o projeto de reformas admistrativa e tributária, a proposta de autonomia do banco central, a destruição da Amazônia, a falta de investimento em saúde e educação, a concentração de renda, as privatizações das empresas públicas, o negacionismo, o desemprego, o genocídio dos povos tradicionais, das mulheres e da juventude negra.

Ao PSOL e às organizações populares cabe impulsionar, de baixo pra cima, um amplo movimento de massas que articule lutas imediatas com o Fora Bolsonaro/Mourão! Em defesa dos direitos sociais, da soberania nacional e das liberdades democráticas. Junto com esse movimento devemos fortalecer as campanhas por Vacina Para Todos (as) Já! e O Brasil precisa do SUS. São necessárias também políticas imediatas de combate à desigualdade social e geração de emprego e renda. Por isso defenderemos imediata implementação de medidas fiscais e tributárias como: reforma tributária, que eleve a tributação dos super-ricos e torne o sistema tributário brasileiro progressivo; revogação imediata do teto dos gastos; manutenção do Auxílio Emergencial e a implementação de um programa nacional de Renda Mínima; elevação no número de parcelas do seguro-desemprego; investimento público para estimular a economia, além de políticas ativas de geração de emprego e renda.

É hora de ir à luta com firmeza e decisão. Não podemos esperar 2022, como continuam insistindo alguns setores da esquerda. Derrotar Bolsonaro é tarefa para hoje e não pode esperar mais.

VACINA PARA TODOS (AS) JÁ!

FORA BOLSONARO E MOURÃO, IMPEACHMENT E ELEIÇÕES GERAIS!

OUSANDO LUTAR, VENCEREMOS!

AÇÃO POPULAR SOCIALISTA – APS/PSOL

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