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Mais retrocessos no MEC

Para enfrentar os retrocessos no Ministério da Educação é preciso que os movimentos se articulem nacionalmente, em defesa da educação, contra a sanha reacionária que quer acabar com a educação pública. Por Rafael Souza, do Pajeú Bahia*.

Mais Retrocessos no Ministério da Educação

Após a demissão do atrapalhado Ministro da Educação Ricardo Vélez, o Presidente do brasil anunciou a nomeação de Abraham Weintraub para chefiar uma das pastas mais importantes do governo.

Abraham atuou no governo desde a equipe de transição e era considerado o braço direito de Onyx Lorenzoni na Casa Civil, além de ser um dos principais articuladores das medidas e dos debates sobre a Previdência dentro do governo. Um nome que vem diretamente do mercado financeiro para implementar uma agenda de retrocessos no MEC.

Primeiro, é preciso registrar que o novo ministro não entende nada de educação. Bolsonaro coloca na chefia do Ministério da Educação um reacionário economista vinculado ao mercado financeiro. A questão é: para servir a quais interesses?

O show de horrores já começa na posse do ministro quando o presidente, que tem todos os seus filhos na política, afirma que a meta do governo é não ter “uma garotada que comece a não se interessar por política, como é atualmente dentro das escolas”. O ministro assume com a benção de Olavo de Carvalho e segue a linha de discurso do governo de combate ao marxismo cultural, na contramão das necessidades da educação brasileira.

O que o Brasil necessita hoje é de aumento nos investimentos em educação pública, gratuita e de qualidade, e não de um suposto combate a um inimigo inexistente que é a tal doutrinação que alegam existir nas escolas. Enquanto escolas e universidades agonizam sem orçamento para o básico, o que nós podemos de fato esperar dessa nova gestão no MEC é tudo de ruim e que tentamos combater.

É claro que, com a posse de Weintraub, pautas prioritárias do governo entram em cena com ainda mais potência como o ensino domiciliar, o inconstitucional projeto do “Escola Sem Partido”, as propostas de cobranças de mensalidades nas universidades públicas e ninguém melhor do que um especialista do mercado financeiro para tocar toda essa pauta do projeto bolsonarista de desconstituição da educação pública no Brasil.

Não podemos aceitar que tenhamos um ministro da educação que nada entende da área, mas também não podemos nos restringir à críticas e mera insatisfação diante dos ataques que estão por vir.

Precisamos organizar as lutas conjuntas em defesa do projeto de educação pública, popular e inclusiva que defendemos. É preciso que os movimentos sindicais da educação e os estudantes se articulem nacionalmente para defender as universidades e escolas contra a sanha conservadora e reacionária que cresce com o ideal de acabar com a educação pública. Precisamos estar atentos as medidas que serão tomadas no âmbito do MEC e organizar as lutas em todo o brasil

 

*Rafael Souza é Presidente do Diretório Acadêmico de Direito da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), militante da APS-PSOL e do Coletivo de juventude Pajeú.

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Os artigos publicados não representam necessariamente a opinião do site

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