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O planeta precisa de vida. E depende de nós

Flor nasce na pedra A cada ano que comemoramos o Dia Internacional do Meio Ambiente dizemos que o momento é critico. Já estamos na fase da preocupação com a defesa da vida. Precisamos agir.


Nossa responsabilidade é grande. Os especialistas de organismos como a ONU colocam o Brasil como um dos nove países-chave para a sustentabilidade do planeta. Especialmente porque o planeta está colocado na contra-história. E os sinais são devastadores.
O aquecimento global nos empurra para um desastre completo. Para se ter uma medida do tamanho do problema, as alterações climáticas são comparáveis com a guerra nuclear.
Este não é um problema causado ao longo de centena de anos, mas de poucas gerações. E o sistema capitalista dominante quer o controle e a intensificação dos mecanismos que maximizam este cenário de destruição.
São manifestações naturais potencializadas pela irracionalidade do sistema capitalista. São furacões, enchentes, deslizamentos, invernos glaciais, secas, boçorocas, desmatamentos, alagamentos.
O nível dos mares sobe cada vez mais rapidamente, ameaça submergir o Norte da Europa e engolir países como Bangladesh, afetando centenas de milhões de pessoas. Ao redor do mar Mediterrâneo, ocorrem os incêndios e a seca. Na Europa Central e Oriental, as alterações climáticas causam inundações.
São milhões de pessoas ameaçadas pelo desabastecimento de água em São Paulo, Rio de janeiro, Minas Gerais e outros estados do Brasil. No sul da Ásia, a seca vem do derretimento dos glaciares do Himalaia.
O efeito do atual modelo industrial impulsiona a pilhagem dos recursos naturais
O modelo agrícola causa concentração de terras, produz alimentos cada vez mais envenenados, biologicamente modificados a espalhar doenças e sofrimento, colaborando na concentração de poder nas mãos de poucos.
Combatemos a política produtivista, como um fim em si mesmo, sem qualquer preocupação com as necessidades sociais e as consequências ambientais.
À crise ambiental, o capitalismo responde com soluções que causaram a mesma e provoca mais crises. É mais do mesmo, ameaçando a biosfera: recursos naturais cada vez mais precários usados para produzir cada vez mais bens de consumo que não se encaixam mais nas reais necessidades humanas. Modelos industriais e agrícolas da predação ambiental.
Os projetos multinacionais, de grande escala, de energias renováveis, incluindo eólica, solar e biomassa, degradam paisagens, terrenos agrícolas e florestas,
Todos sabem que o bem estar humano não se sustenta em um crescimento econômico interminável.
É preciso agir, como militante e como cidadão.
Como cidadão, fazer a mudança do padrão de vida. Ter atitudes individuais e coletivas, como o consumo consciente no dia a dia.
Como militante, lutar para que as políticas adotadas promovam o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza.
Exigir providências dos governos para atitudes em benefício do meio ambiente e dos cidadãos, tratando o lixo e garantindo infraestrutura para a qualidade da vida de todos.
Exigir medidas para que casos como o vazamento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, não se repitam, tirando todas as consequências para recuperar o Rio Doce, e prevenir novos acidentes, além de exigir que os criminosos sejam exemplarmente punidos.
O que ocorreu ao Rio Doce e a Mariana não foi um acidente. Foi crime.
Impedir a continuidade da destruição de nossas florestas, tomar a preservação do Cerrado, proteger os mananciais de água doce e as reservas naturais existentes. Defender a Amazônia da cobiça que finge protege-la, mas quer privatiza-la.
No momento, as ações dos latifundiários, banqueiros, mineradores, pecuaristas e madeireiros que atuam com suas representações no Congresso Nacional e seus Projetos de Emendas à Constituição (PEC), visam facilitar suas ações de degradação ambiental.
Uma de suas propostas – a PEC 65/2012 -, pretende autorizar a execução de obras a partir da apresentação do estudo prévio de impacto ambiental pela própria empresa, dispensando qualquer controle posterior sobre o cumprimento das obrigações socioambientais por parte do empresário.
É, portanto, de fundamental importância organizar os trabalhadores, a juventude, as mulheres, os idosos para a luta direta nos bairros e municípios realizando ações concretas, ligando-as à fiscalização do cumprimento das normas e leis, pois a tragédia de Mariana ocorreu mesmo existindo o licenciamento ambiental.
Sabemos da importância da cultura dos povos tradicionais e quilombolas para a preservação do meio ambiente. São culturas milenares que, de tão importantes, entraram na mira da ganância dos grandes ricos do planeta. É obrigação nos relacionarmos e reverenciarmos, aprendermos e lutarmos juntos para e pelos seus direitos aos territórios ancestrais, ao acesso a água e demais direitos para a melhorar a qualidade de vida que escolherem.
Sabemos que, tanto o governo Dilma quanto o governo Temer, representam as mesmas diretrizes produtivistas, com velocidades diferentes, entendendo a vida como meio artificial, possível de ser destruída e produzida em laboratório – em toda sua amplitude, o que só nos causa maior preocupação e exigência de mais e maior compromisso com a luta pela própria vida.
A única saída para a vida no Planeta são os trabalhadores tomarem em suas mãos o seu destino. A luta pelo meio ambiente saudável é internacional e universal.
A APS deseja, então, que este 5 de junho seja de tomada de consciência, de posicionamento militante contra todo o sistema capitalista na luta pelo socialismo, urgente, necessário e possível.

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